Tenossivonite Digital Estenosante – Dedo em Gatilho

Tenossivonite Digital Estenosante – Dedo em Gatilho

Dedo em Gatilho é uma tenossinovite estenosante. Doença em que há a formação de um nódulo no tendão flexor do dedo, provocado por um processo inflamatório crônico próximo à base dos dedos.
Sintomas
O tendão ao passar pela polia A1 (estrutura que se assemelha à um passante de cinto) sofre um ressalto (gatilho), provocando dor, travamento e até bloqueio do movimento do dedo. Seu aparecimento é mais comum após os 45 anos de idade, mas crianças e pessoas de todas as idades podem apresentar esta patologia. Geralmente acomete o dedo médio, o anelar, ou o polegar, mas pode afetar qualquer um dos dedos da mão.
Atividades repetitivas, diabetes e doenças reumatológicas estão associadas com a doença.
Diagnóstico
O diagnóstico é essencialmente clínico, com uma boa história clínica e um exame minucioso por um especialista. Raramente é necessário outro tipo de exame, porém a ultrassonografia é comumente solicitada para diagnósticos diferenciais.
Tratamento
Para os casos com sintomas leves a moderados, o tratamento não cirúrgico pode ser indicado, com repouso, auxílio medicamentoso, uso de talas e a fisioterapia apresentando resultados satisfatórios. Para os casos mais sintomáticos e os casos leves e moderados que não respondem ao tratamento não cirúrgico inicial, a infiltração com corticoides, procedimento ambulatorial simples, traz um alívio já na primeira aplicação em até 80% dos casos, podendo ser necessária uma segunda aplicação.
O tratamento cirúrgico é indicado para os casos graves com travamento constante e para os demais casos em que não houve resposta ao tratamento não cirúrgico. Ele consiste na liberação cirúrgica da polia A1 da mão, que pode ser feita através de 2 técnicas: a aberta (via clássica) e a percutânea. Procure discutir com seu médico as opções de tratamento. Ambas são feitas em ambiente cirúrgico, com anestesia local e uma sedação leve, em regime de hospital dia, ou seja, não é necessário dormir no hospital. A taxa de sucesso para ambas gira em torno de 95%, com índice de complicações muito baixo: 2%.

 

escrito por Instituto Reaction

— Instituto Reaction

Have your say