Síndrome do Túnel do Carpo: o que é e como tratar

Síndrome do Túnel do Carpo: o que é e como tratar

A Síndrome do Túnel do Carpo é uma das doenças compressivas do membro superior. Ela afeta o nervo mediano e sua causa consiste em um aumento da pressão dentro do túnel do carpo, sendo esta por aumento de volume das estruturas dentro dele ou pela redução do tamanho do túnel. Este túnel fica restrito por uma base óssea e recoberto por um forte ligamento, o Ligamento Transverso do Carpo.

Movimentos e esforços repetitivos de preensão e pinça podem causar edema nos tendões e sinóvia no punho, causando a doença.

Alterações hormonais durante a gravidez e menopausa, no hipotireoidismo e diabetes também podem predispor à doença pela retenção líquida e alterações microvasculares. Também está associado ao tabagismo, vasculopatias e doenças reumatológicas.

Sintomas:

Dor, dormência e formigamento no polegar, indicador, médio e na metade do anelar. Choques, dores no antebraço e braço também podem estar associados. É muito comum despertar à noite com dor que ao melhorar com movimento inicia formigamento. A perda de força no polegar e fraqueza para segurar objetos também é um sintoma comum. Os sintomas podem afetar as duas mãos.

Diagnóstico:

O diagnóstico é feito através de avaliação médica especializada, com uma boa história clínica e um exame físico minucioso. A Ultrassonografia pode ser usada para avaliar a espessura e as estruturas dentro do túnel do carpo e um estudo da condução nervosa (eletroneuromiografia) auxilia na avaliação do grau de comprometimento do nervo mediano.

Tratamento:

Em casos inicias e leves, pode-se iniciar o tratamento não cirúrgico, que consiste no uso de talas/órteses (principalmente noturno), auxilio medicamentoso, fisioterapia e infiltrações. Casos mais graves com comprometimento motor e na falha do tratamento não cirúrgico, o tratamento indicado é a liberação cirúrgica do túnel do carpo, que pode ser aberta (via clássica – veja o vídeo demonstrativo) ou endoscópica (veja 0 vídeo demonstrativo). A anestesia é geralmente local com uma sedação para o relaxamento do paciente. Geralmente não é necessária a internação hospitalar, tendo alta no mesmo dia da cirurgia. A taxa de sucesso para as duas técnicas passa de 95%. Casos crônicos e com comprometimento grave do nervo podem não apresentar recuperação completa. Você deve procurar atendimento de um cirurgião de mão para discutir as opções de tratamento. A recuperação após a cirurgia varia de acordo com o método e com a cicatrização do paciente. E a mão pode apresentar uma sensibilidade aumentada e inchaço na região da cirurgia por até 6 meses. Os sintomas podem recorrer nos casos de pessoas que trabalham com atividades repetitivas intensas.

Dr. Gustavo Campanholi

Cirurgia da Mão e Microcirurgia

CRM/SP 134.174

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